Ciúme patológico: quando o medo de perder o parceiro torna-se uma doença

Ciume Patológico: medo de perder alguém se torna uma doença

Quando a gente gosta é claro que a gente cuida, mas quando esse cuidado significa querer controlar todos os passos, comportamentos e sentimentos do parceiro, é bom ficar atento: este medo de perder o parceiro pode ser um indício de uma doença. O ciúme patológico é um transtorno de origem emocional que pode atingir todos os gêneros, idades e classes sociais. Mas como saber a até que ponto é normal sentir ciúme?

De acordo com a psicóloga Sonia Regina Solano Paes Breda, da Clínica Terapêutica Viva, o ciúme faz parte das relações afetivas e quando é moderado não há problema. Já o ciúme patológico é uma doença reconhecida pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM – IV) que provoca um grande desgaste no relacionamento.

Saiba mais

Ciúme: quando devo procurar ajuda?

Ciúmes Excessivo: quando buscar ajuda?

De repente, você se encontra alguém que te faz feliz e, claro, deseja estar perto dela o tempo todo. E quando não estão juntos, você pensa na pessoa amada. Quer saber o que está fazendo e com quem. Para isso, manda mensagens diversas vezes ao dia. Demorou mais do que cinco minutos para responder? Ah, aconteceu algo, só pode. Aí você vai para as redes sociais, ver se a pessoa está online ou se deu pistas de onde está. Aproveita que está no perfil da pessoa e vai checar quem curtiu o que da pessoa amada. Isso, claro, se você não tiver senha da rede social, porque aí é hora de checar as últimas conversas.

Se identificou com o comportamento narrado acima? Pois saiba que você não é o único. Isso ocorre porque a manifestação do ciúme, como os exemplos, é uma forma de expor a sensação de insegurança causada por este sentimento. É o medo de perder a pessoa amada. Isso é normal e todo mundo, em algum momento da vida, sentirá ciúme. Porém, dependendo da intensidade pode ser patológico – ou seja, uma doença.

Saiba mais

Ciúme: manual completo para controlar o seu

“Ciumenta/ Para de ser tão ciumenta/ Desse jeito nenhum homem te aguenta/ Se liga ou você vai me perder”. Esta música, da dupla César Menotti e Fabiano, serve de carapuça para muita gente. Tanto as mulheres quanto os homens manifestam o ciúme, e esse sentimento consegue destruir um relacionamento. Mas, calma, que é possível reverter essa situação. Especialistas da Clínica Viva separaram dicas valiosas para você controlar o ciúme. Veja a seguir: Saiba mais

O que fazer quando as redes sociais aumentam o ciúme?

Redes Sociais e Ciúmes

Se as redes sociais estão cada vez mais presentes na vida dos brasileiros, o que dirá, então, nos relacionamentos. Enquanto muitos casais se formam através das plataformas onlines, são justamente estes espaços que provocam muitas brigas e até término dos casos de amor. A razão? O ciúme. O jornal Correio Braziliense fez uma reportagem especial sobre o assunto.

Se o sentimento enciumado dos casais é algo conhecido desde que homens das cavernas tentavam fazer a raça humana evoluir, a internet permitiu que ele se tornasse ainda mais rápido, abrangente e, por que não dizer, arriscado. Do simples ato de curtir uma publicação, segue-se a desconfiança do outro: “Por que ele gostou disso?”. São fotos, comentários e postagens com conteúdos que, antes, poderiam ficar restritos aos amigos no bar, mas que, agora, chegam aos olhos de todo mundo. Inclusive — e, em muitos casos, principalmente — da pessoa com quem você divide a cama.

Saiba mais

Ciúme: saiba identificar quando o sentimento tornou-se doentio

ciume-doentio

Cá entre nós: você conhece alguém que nunca sentiu ciúme? Nós não conhecemos. É difícil conhecer alguém que nunca tenha sentido uma pontada de ciúme em alguma situação e isso é perfeitamente normal, pois ele é um sentimento natural do ser humano. Alguns demonstram mais, outros são contidos, porém, normalmente é apenas uma forma de carinho com a pessoa amada.

No entanto, há casos de pessoas que sentem ciúme demais. O resultado? Um relacionamento marcado por discussões e sofrimentos. Mas como saber a diferença entre o ciúme natural e o doentio? A psicóloga Sonia Paes Breda, da Clínica Viva, explica que no ciúme patológico, qualquer situação ameaçadora (seja ela real ou não) já é motivo para perder o controle.

Saiba mais

Ciúme: quando este sentimento é perigoso?

O que fazer quando o ciúme passa a ameaçar o relacionamento?

É difícil conhecer alguém que nunca tenha sentido ciúme, pois é um sentimento que faz parte das relações humanas. Normalmente, o ciumento reconhece e sabe lidar com esse anseio. Mas e quando as emoções advindas do ciúme excessivo tornam-se frequentes e o suposto amor passa a ser torturante e até perigoso?

“Sentir ciúmes dos pais, irmãos, filhos e de seu parceiro é considerado normal, desde que não transforme a sua vida e do outro em um verdadeiro inferno”, esclarece a psicóloga Sonia Paes Breda, da Clínica Terapêutica Viva, que completa explicando que o ciúme passa a ser patológico quando há distorção nas suas interpretações da realidade. “O ciúme excessivo faz com que uma pessoa tenda a fantasiar situações, viva buscando indícios de infidelidade e, assim, a sua vida pessoal fique prejudicada pelo fato de não conseguir pensar em outra coisa que não seja as suas fantasias e desconfianças. A presença de uma terceira pessoa em um relacionamento, sendo que possa ser real ou imaginaria, vai gerar angústia, sofrimento, ansiedade, depressão, pensamentos destrutivos – o que algumas vezes leva o parceiro a agredir o outro para ‘não perdê-lo’.”

Como ajudar o parceiro ciumento?

Na ânsia de demonstrar que o parceiro não precisa sentir ciúme excessivo, as pessoas cedem muitas coisas e que, no fim, não diminuem a desconfiança. A psicóloga afirma que é importante conversar muito com o parceiro e colocar-se no lugar do outro, assim como pedir para o companheiro que coloque-se também em seu lugar a fim de imaginar como é a vida da pessoa que é vítima constante de acusações infundadas. “Se todas as estratégias tenham se esgotado e a pessoa continue com ciúme excessivo, é melhor dar um basta e terminar o relacionamento”, orienta Sonia.

Como se livrar do ciúme excessivo?

Por trás do ciúme, há insegurança, baixa autoestima e personalidade dominante, pois quer controlar tudo ao seu redor. A psicóloga orienta para que pessoas que apresentem este comportamento busquem outras atividades. “Nunca deixe de viver a sua vida em função de viver e controlar a do outro, procure, primeiramente, a se amar, se cuidar, fazer coisas que lhe deem prazer, viajar com os amigos, procurem sair com casal para se divertir, pratique exercícios físicos, conversar com outras pessoas faz muito bem”.

Quando uma pessoa não consegue controlar o ciúme, pode ser indício de que seja patológico. Nesses casos, o melhor é procurar ajuda profissional. A psicóloga explica que é importante fazer tratamento porque na terapia a pessoa tem a oportunidade de entender o porquê da insegurança, qual foi o histórico de vida que chegou a lhe fragilizar tanto assim e a fez ter ciúme patológico. Entenda como é feito essa mudança de comportamento. Veja: tratamento para ciúme patológico.

Termos de Uso e Política de Privacidade - Grupo Viva | Clínica Terapêutica Viva © - Todos os direitos reservados