Estigma social na raiz do combate às drogas

“Tinha que ser esse drogado!”

Dia 26 de junho, “Dia Mundial de combate às drogas”. Esta é uma data que, acima de tudo, deve servir para a reflexão sobre quem é o grande mal a ser combatido: o estigma social.

O estigma social é um mal tão grande que deturpa o sentido da luta contra as drogas e motiva a criação de políticas públicas que representam verdadeiros retrocessos.

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Coletivo ‘A Craco Resiste’ divulga o dossiê ‘Violência e Agressões na Cracolândia’

Foto por Eduardo Enomoto/R7

Foi divulgado nesse sábado (13) pelo coletivo “A Craco Resiste“, o dossiê “‘Violência e Agressões na Cracolândia’” denunciando a violência da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, contra moradores de rua e usuários de crack, no território no centro da capital, conhecido como Cracolândia.

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O homem que conseguiu se livrar do vício da heroína e se tornou um milionário no ramo de sucos.

Quando Khalil Rafati sofreu sua nona overdose, os paramédicos fizeram de tudo para salvar a sua vida.

Um drogado que dormia nas ruas de Los Angeles, retornou à consciência após os paramédicos usarem várias vezes o desfibrilador, constantes choques elétricos foram dados.

Isso foi em 2003, quando Khalil tinha apenas 33 anos. Era também viciado em cocaína, crack e pesava apenas 49kg, com a pele cheia de úlceras.

“– Eu perdi a conta de quantas vezes fui preso (por posse de drogas)”, diz Khalil, “– Eu era um desastre… sempre sentindo dores que não me deixavam dormir”.

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Crack é consequência da exclusão, não causa

Pesquisa mostra que crack é consequência de uma sociedade excludente

Ao contrário do que o senso comum acredita, a droga não causa exclusão social. Pelo contrário, segundo especialistas, o uso do crack é consequência de uma vida precária que leva à dependência e faz com que muitos sejam encontrados em situação de pobreza extrema, usando a droga nas ruas de cidades brasileiras, vulneráveis a riscos, como homicídios. A constatação é da pesquisa Crack e Exclusão Social, coordenada pelo sociólogo Jessé Souza, que foi apresentada hoje (21), no Rio de Janeiro.

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É possível tratar dependência de crack sem internar?

Dependência de crack: mudanças no perfil do tratamento

Há alguns anos, esta pergunta seria simplesmente respondida com um simples não. Mas a sociedade mudou e os modelos de tratamento evoluíram. Hoje é possível obter ótimos resultados na dependência do tratamento de crack mesmo sem a necessidade de internação.

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Internação involuntária – mitos e verdades. Assista à palestra online

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Internação involuntária para dependente químico: quando se fala no assunto, muitas pessoas logo associam o ato ao uso de força, rigidez, agressividade.

Mas o processo pode ser muito mais brando e sem qualquer risco para a integridade do paciente, pelo menos quando se trata de instituições sérias.

Para desmistificar a internação involuntária, a psicóloga Sonia Regina Solano Paes Breda (CRP 20059) dará uma palestra online gratuita sobre o assunto no dia 21/07 às 16h.

“Não será nada muito técnico, mas uma conversa com a família, para mostrar que esta é uma alternativa que pode salvar uma vida”, diz Sônia.

Filmes e novelas já mostraram cenas de pessoas com dependência química sendo carregadas até em macas, representando o que seria uma internação involuntária.

Por outro lado, revistas, com intenção de chocar, trouxeram em suas capas reportagens contando o caso de pessoas que foram acorrentadas para serem internadas.

Isto existe, de fato. Porém, não é a realidade do mercado. Há instituições sérias, como a Clínica Viva, que praticam a internação involuntária de maneira profissional, respeitando todas as determinações legais.

Vale lembrar que a internação involuntária está prevista em lei (10.216 de junho de 2001) e é praticada quando o usuário de drogas representa risco a si (ameaça de suicídio ou risco de overdose, por exemplo) ou a outras pessoas.

Se você é parente de um dependente químico que está em uma situação passível de internação involuntária, não pode deixar de tirar todas as suas dúvidas pelo seminário que acontece nesta quinta-feira, às 16h.

 

Tratamento para Dependência Grave

Quando um dependente químico coloca em risco outras pessoas ou a própria vida, é classificado como nível grave. A pessoa perdeu o discernimento sobre seus atos, assim como tem alto comprometimento da saúde física e psíquica devido à dependência química.O dependente químico em nível grave não consegue manter relações familiares e profissionais estáveis e recusa qualquer tentativa de ajuda. Por isso, é comum neste estágio a necessidade da família pedir a internação involuntária, já que a pessoa não possui a consciência de que precisa de tratamento.

O nível grave é classificado pelos riscos que o usuário de drogas expõe a si e a outras pessoas de seu convívio. O melhor a fazer é recorrer ao tratamento, mesmo contra a vontade da pessoa. A possibilidade de recuperação deve prevalecer sobre a certeza de que drogas podem levar do desequilíbrio psíquico/emocional até a morte.Afinal quem ama, nunca desiste!

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