Você sabe o que o vício em jogos pode causar?

Com toda a polêmica envolvendo o jogo Baleia Azul, onde crianças do mundo todo foram expostas a um jogo de gosto duvidoso e malicioso uma nova discussão sobre vícios se abre. Até que ponto um vício em um jogo pode ocasionar sérias consequências psicológicas e até mesmo levar a morte. Não é de agora que mortes são relatadas a vícios em jogos conheça agora alguns dos casos mais famosos.

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Dependente de internet ou jogador patológico? O sofrimento de quem perdeu muito dinheiro com jogos online.

Passar de fase, ganhar poderes, prêmios e status entre os participantes. Jogos online atraem milhões de pessoas no mundo inteiro e, claro, no Brasil não é diferente.  Estima-se que o mercado de games cresceu entre 9% e 15% nos últimos cinco anos. Mas enquanto que, para muitos, o ato é apenas um passatempo, há quem não consiga ficar sem e faz de tudo pelo jogo. Foi focando neste tipo de comportamento que o programa Fantástico (Globo) exibiu domingo (19) uma reportagem sobre dependência de jogos online.

Afastar-se da família e dos amigos, passar as noites sem dormir, abandonar os estudos ou o trabalho, ter prejuízos financeiros ou cometer crimes (usar cartão de terceiros sem autorização, por exemplo), não cuidar da higiene e da alimentação são os principais sintomas de que o jogo online tornou-se problemático.

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Jogadores compulsivos perdem o controle financeiro

Jogo Compulsivo e Problemas Financeiros

Justyn Larcombe, 44 anos, perdeu cerca de 750 mil libras (aproximadamente R$ 2,9 milhões de reais), sua casa, seu emprego e a sua família. Segundo ele, tudo começou quando fez sua primeira aposta em um jogo de rúgbi. Não demorou muito para o britânico se tornar um apostador compulsivo, primeiro em esportes e, mais tarde, em roletas na internet. O resultado? “O que ainda tinha em meu nome, após 43 anos, era um saco de lixo com roupas”, contou ele para o portal de notícias BBC News.

Infelizmente, o que aconteceu com Justin é muito comum. Jogadores compulsivos perdem o controle financeiro porque acreditam que podem recuperar uma quantia que perderam. Quando perde R$100, o jogador vai tentar recuperar este dinheiro apostando novamente. Perdeu de novo? Tenta de novo. Assim, mais dinheiro é perdido e, consequentemente, a situação financeira fica comprometida.

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Jogos de azar na terceira idade. O que fazer?

Idosos e Jogo Compulsivo

Filhos criados, independência, estabilidade financeira e mais tempo livre. Após certa idade, nada mais natural do que aproveitar o tempo fazendo coisas que não podia quando era mais jovem. Aí, vale de tudo: dança, natação, teatro, cantar, viajar com os amigos. Muitos idosos também começam a jogar para passar o tempo. O que pode ser saudável. O problema é que alguns se tornam em jogadores compulsivos – o que era uma diversão passa a ser um problema de saúde.

Segundo a psicóloga Aurea Tami Baraldi, da Clínica Terapêutica Viva, há também quem encontre nos jogos de azar uma forma de superar um trauma, perda ou sofrimento. “Com o envelhecimento, as pessoas podem se tornar mais solitárias, com baixa autoestima, terem sofrido perdas, estarem passando por algum sofrimento físico ou emocional, ou mesmo para ocuparem o tempo ocioso, ficando, assim, mais vulneráveis a buscarem o jogo como uma forma para buscar alívio nessas situações”, avalia a psicóloga.

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Dependência em jogos de azar tem tratamento especializado

Dependência em jogos de azar

Jogos de azar podem ser fontes de diversão para muita gente. No entanto, há pessoas que perdem o controle e não conseguem viver sem as apostas. Aí, o que era lazer se transforma em dependência em jogos de azar. Mas como saber se alguém está jogando compulsivamente?

“O jogador compulsivo é aquela pessoa que perde o controle sobre sua vida, afetando a área familiar, profissional e financeira. Costumam deixar de fazer outras coisas para jogar, além de outros comportamentos compulsivos, como a mentira, pois o jogador precisa encontrar desculpas para continuar jogando ou para encobrir sua situação financeira, por exemplo”, explica a psicóloga Andréia Guimarães, da Clínica Terapêutica Viva. Saiba mais

Jogo Patológico: saiba mais sobre a doença mostrada na novela Joia Rara

Na novela Joia Rara (Globo), o contador Venceslau, interpretado pelo ator Reginaldo Faria, é jogador patológico. Além das cenas nas casas de jogos, a novela mostra a angústia em que o jogador e a família vivem em razão dos problemas que esta dependência causa.

Em diversas cenas, o personagem traz características comuns para quem sofre com jogo patológico: envolve a família, que paga algumas dívidas com a esperança de que tudo se normalize, perde os bens materiais (incluindo a casa), tem a vida ameaçada por agiotas, entre outras situações. Em um momento de desespero para jogar, e sem recursos financeiros para isso, Venceslau apostou a própria filha e acabou perdendo. Com isso, a filha, interpretada por Carolina Dieckmann, foi obrigada a casar.

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