Gastar demais pode ser sinal de doença

Onimania: comprar compulsivo

“Hoje eu vou gastar, eu quero é gastar/Pode pedir o que quiser que eu vou pagar/Hoje eu vou gastar, te dar o meu dinheiro/Pode comprar que eu nem quero saber o preço.” Se esta música da banda Calcinha Preta resume a sua relação com as compras e o dinheiro, tome cuidado: gastar demais pode ser sinal de doença. Trata-se da compulsão por compras, também conhecida como oniomania. Mas como um comportamento cotidiano pode se transformar em problema de saúde?

A psicóloga Taissa Moreira, da Clínica Terapêutica Viva – unidade Rio de Janeiro (RJ), explica que o comportamento pode tornar-se uma doença por diversos fatores. “As principais causas da oniomania são a sensação de vazio interior, a angústia, a ansiedade e as desilusões amorosas. Os compulsivos por compras costumam ter o perfil de extrema ansiedade, mas com poucas ferramentas internas para lidar com este sentimento. No entanto, para o diagnóstico de compulsão por compras, é preciso que sejam analisados outros aspectos pessoais do paciente”, diz.

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Compulsão por compras: esclareça as principais dúvidas

Tire suas dúvidas sobre Compulsão por Compras

Depois de um dia estressante, você resolve dar uma volta no shopping. Então, sente uma vontade incontrolável de comprar aquela roupa incrível que parece ter sido feita para você. Você merece um mimo por ter tido um dia ruim, certo? A resposta é…depende.

Muita gente gosta de comprar e isso não é problema. É um impulso passageiro, ou seja, amanhã não vai precisar de mais. Porém, quando uma pessoa precisa comprar algo para sentir-se bem, não se importando com o quê, quantidade, finalidade, nem o quanto as compras afetam seu bolso, é preciso verificar se não é um comprador compulsivo – doença caracterizada pela falta de controle nos impulsos de comprar, também chamada de oniomania.

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Você é compulsivo por compras?

Compra compulsiva

Para os consumistas, poder gastar o dinheiro em compras é uma terapia. E este comportamento pode sinalizar uma doença: trata-se da oniomania, mais conhecida como compulsão por compras.

“No caso de compulsivo por compras, na maioria das vezes, as famílias não percebem que se trata de uma doença. As pessoas são vistas como descompensadas, fúteis ou patricinhas, mas têm um transtorno sério”, explica Viviane Fukugawa, coordenadora do setor de Dependências Químicas e Comportamentais da Santa Casa da Misericórdia do Rio.

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Todo mundo diz que compro demais. Será que sou compulsivo?

Você ama comprar. Shopping, lojas, galerias ou internet. Qualquer dessas opções te faz feliz quando é possível realizar a compra de uma coisa, independente se precisava ou não. De tanto que você compra, as pessoas já te rotulam. Uns dizem que você gasta demais. Outros dizem que isso é doença. E é este último ponto que te deixa preocupado. Afinal, existe um limite para comprar? Quando comprar pode ser compulsão?

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Compradora compulsiva se recupera após tratamento

A inspetora de auto peças Marly Lopes Martins é um exemplo de quem conseguiu superar a compulsão por compras. Em entrevista para o programa “Jogo de Cintura”, da TV Tem, filiada da rede Globo, Marly contou sobre sua compulsão por compras.

“Eu amo comprar. Cheguei gastar R$ 1.500 em um dia e, na época, eu ganhava R$ 500. Chegava a comprar duas bolsas iguais, só mudava a cor, no mesmo dia. Já perguntava para a moça da loja ‘qual o máximo de parcelas que podem ser feita’. Se ela falava doze, era essa a opção que eu queria”, relembra.

Mas como todo comprador compulsivo, Marly se sentia culpa após as compras. Para evitar discussões em casa, ela escondia as sacolas e até cortava as etiquetas das roupas para que o marido não percebesse que eram novas.

“O ato de comprar exageradamente gera muita culpa e arrependimento no comprador, causando angústia pelo comportamento. Comprar se torna algo quase irresistível, a pessoa não pensa na consequência do ato e nem nos sentimentos negativos que vem após”, explica a psicóloga Andréia Guimarães.

Para Marly perceber que não estava bem foi preciso que o marido conversasse com ela. “Chegou um dia que meu marido falou ‘Olha bem para isso, olha bem para seu guarda roupa, você precisa de tudo isso?’. Ele falou que ou eu mudava ou ele mudava. Aí pensei q tinha q dar um jeito, perder  marido para comprar roupa era demais. Procurei um psiquiatra, fui diagnosticada com a doença e comecei a me tratar”,  diz Marly.

O tratamento da compra compulsiva consiste na terapia cognitivo-comportamental, um método que tem como propósito mudar o padrão de comportamento do paciente que o leva a comprar.

Marly, durante o tratamento, por recomendação do psiquiatra, ela passou a escrever em um diário seus desabafos como compradora compulsiva. Esse diário se transformou no livro “Só depende de você”, lançado no ano passado.

“Hoje consigo falar ‘não’ para uma compra, consigo ir ao shopping e só ver as vitrines. Consegui superar a compulsão graças à ajuda profissional, minha família e a fé”, ressalta Marly sobre sua recuperação.

Saiba mais: compra compulsiva.

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Descontrole financeiro pode ser doença emocional

Compra Compulsiva

Nem todos endividados são pessoas que não sabem controlar os gastos, alguns casos podem ser resultado de compras compulsivas, uma doença emocional que atinge homens e mulheres, embora elas são as que mais procuram tratamento. A compra compulsiva, também chamada de Oniomania, pode ser detectada em todas as classes sociais e afeta, não somente as finanças, mas também a vida social, familiar e profissional.

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