Dicas de como escolher uma clínica de internação.

Quando uma família procura um serviço especializado para tratamento das dependências químicas para um membro familiar em estado grave de consumo e também de consequências, é porque esta família já se encontra num delicado momento de sofrimento. Sendo assim, todos precisam de acolhimento e direcionamento, também é correto dizer que necessitam de solução para suas questões.

Mas sabe-se que a solução pode não vir, principalmente se os familiares encontrarem um local mal preparado para lidar com as questões que envolvem a dependência química. Por um outro lado, este é justamente o local que se intitula como especializado no assunto, mas que as vezes é mal preparado para lidar com estas questões.

Ou seja, a família e o paciente podem passar por violências psicológicas inaceitáveis principalmente para um momento tão delicado de todos. Mais quais são os tipos de violências que estão sujeitos os familiares?

O problema pode se iniciar quando profissionais visualizam a família como um problema e não como uma solução para o quadro desenvolvido. Neste quesito a família pode ser impedida de ser parte integrante do processo de recuperação do familiar e muitas vezes escutar orientações pouco eficazes ou até mesmo fazer contato com profissionais agressivos nas palavras.

Profissionais mal preparados para lidar com a família, podem colaborar com o aumento da angústia vivida neste momento, também da culpa, da ansiedade como emoções sentidas numa fase tão delicada e que precisam incialmente de acolhimento e tratamento

Outro aspecto pode ser a falta de informações transparentes sobre o real momento da pessoa em recuperação, onde se pode observar ainda informações desencontradas quando se fala com mais de um profissional da instituição.

Há casos também em que todos são impedidos de se comunicarem por períodos exorbitantes e desnecessários para o processo de recuperação do indivíduo e de seu grupo familiar, dificultando assim a própria e necessária reorganização de todos em busca de uma vida melhor.

Há que se ficar ainda atentos a uma outra forma de violência emocional, a mentira que pode acontecer quando por exemplo, os pacientes passam a semana a base de salsicha e hambúrguer e quando se queixam aos familiares, são avaliados como mentirosos e manipuladores. Isso quando não dizem que faz parte do processo de recuperação deles esse método alimentar, pois se não deram valor ao que tinham “lá fora” precisam dar agora.

Com isso não queremos dizer que a pessoa internada não mente ou mesmo manipula, claro que situações assim podem ocorrer, mas quando algo ficar duvidoso a família precisa ter todo o direito de investigar. Pois como levar a pessoa a um processo de desnutrição (ainda maior do que já chegam à internação) pode ser uma boa prática de recuperação para o ser humano?

Precisamos ainda ficar atentos com práticas de tortura, como cárcere privado, privação de sol, privação de programação terapêutica adequada ou mesmo ao acesso a ela e outras formas de tortura como surras. Práticas desumanas que significam muito mais do que uma falta de serviço adequado para recuperar a pessoa que desenvolveu a dependência química.

A nossa sugestão a todos é conhecer o local com antecedência, conversar com um profissional de curso superior da área da saúde, preferencialmente especialista de formação e prática em dependência química. Não precisam ser todos os profissionais da unidade com curso superior, por exemplo, o terapeuta ou monitor da clínica, muitas vezes não tem curso superior, mas necessita ser uma pessoa calma, bem resolvida, com cursos na sua área de atuação e integrante de uma equipe multidisciplinar. Ou seja, estar ao lado de profissionais das mais variadas áreas da saúde e de formação.

Um ambiente terapêutico que antes de mais nada respeita o ser humano, o trata com dignidade e verdade é a base para metodologias de tratamento eficazes, realmente serem. Pois se o ambiente não for bom, honesto e de compaixão, as técnicas poderão ser as melhores e ainda assim não bastarão.

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