A importância de bons funcionários em clínica e comunidade terapêutica

5 dicas para saber se a clínica possui bons colaboradores

Quando falamos em internação para tratamento da dependência química, seja em qualquer de suas modalidades (voluntária, involuntária ou compulsória), existe a busca do restabelecimento da saúde do paciente.

Contudo, na busca pela melhor clínica ou comunidade terapêutica, na maioria das vezes as famílias apenas têm contato com um belo site e mantém contato apenas com uma secretária ou “consultor”, sendo que em muitos casos nunca chega a conhecer quem realmente está em contato direto com o paciente.

Ressaltamos então a importância de colaboradores motivados e bem treinados para que possam realizar um bom trabalho junto ao paciente durante o período de internação, sendo esta uma condição essencial para o sucesso no tratamento.

Selecionamos então, 5 dicas para que as famílias possam descobrir se a clínica possui bons colaboradores:

1- Conheça o Diretor Terapêutico:

Consideramos que uma boa equipe é reflexo de um bom gestor, desta forma, a primeira dica é que busque conhecer o Diretor Terapêutico da entidade, geralmente um médico ou psicólogo com título de especialista em dependência química. Saiba o nome do Diretor Terapêutico, conheça seus títulos acadêmicos e leia artigos publicados para saber como pensa este profissional.

2- Descubra se a entidade possui os colaboradores que alega ter em seu site:

Infelizmente sabemos que muitas clínicas e comunidades terapêuticas acabam divulgando em seus meios de comunicação uma equipe com mais integrantes do que realmente possuem. Sendo assim, verifique se realmente a entidade possui todos os profissionais que ela divulga, perguntando sobre o nome dos principais colaboradores, como médico, psicólogo, enfermeiro, educador físico. etc. Se descobrir que realizam propaganda enganosa, cuidado!

3- Saiba se existem treinamentos periódicos concedidos aos funcionários:

O tratamento relacionado à dependência química exige treinamentos frequentes aos colaboradores, que precisam ser constantemente informados dos direitos do paciente, das regras da entidade e também da dependência como doença, não como “desvio de caráter”, como muitos ainda carregam este estigma. Sendo assim, é importante questionar quando foi a última “reciclagem” da equipe e quem foi o (s) orientador (es). O ideal é que os treinamentos sejam semestrais.

4- Cuidado com internações de longa duração:

A Lei n. 10.216/01 (Reforma Psiquiátrica) determina que a internação deve ser mantida pelo prazo mais breve possível, ou seja, apenas enquanto extremamente necessária ao restabelecimento do paciente, sendo posteriormente encaminhado para tratamento ambulatorial, se preciso. Também com relação à intimidade que possam começar a ter com os colaboradores também é importante que busquem períodos mais breves, de acordo com a necessidade do paciente, pois é comum que com o tempo de convivência pacientes e funcionários passem a nutrir vínculos de amizade ou inimizade, sendo ambos sentimentos prejudiciais ao tratamento. Cuidado com entidades que exigem períodos fechados acima de seis meses!

5- BÔNUS – Existência de Programa de Prevenção e Exame Toxicológico aos colaboradores:

Com o pioneirismo da FAZENDA BELA VISTA – CLÍNICA TERAPÊUTICA acreditamos que a criação e implementação de um “Programa de Prevenção ao Uso de Drogas e Exame Toxicológico” seja um ótimo indicativo da boa saúde emocional dos colaboradores da entidade. Tal iniciativa para entidades que cuidam de dependentes químicos é fundamental, evitando que pacientes sejam tratados por quem deveria estar em tratamento. O “Programa de Prevenção ao Uso de Drogas e Exame Toxicológico” é essencial para a melhora da qualidade de vida do funcionário e seus familiares, melhora no profissionalismo e tranquilidade ao paciente e sua família.

 

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