S

Reservado anonimato

Primeiramente quero agradecer a Deus que me deu mais uma oportunidade de vida, e depois a vocês do Centro Terapêutico Viva, pois me deram uma nova vida.

Meu nome é “S”, tenho 17 anos, comecei a fazer uso de drogas e álcool de 13 para 14 anos, depois maconha, crack e cocaína.

Não era só usuária, comecei a cobrar dividas, fazer “corre” e até que estava mandando em uma “boca”. Mais quando era só usuária, um “papel” de R$10,00 dava para três dias, depois que me tornei traficante, 75 gramas era pouco.

Experimentei de tudo um pouco - menos injetável - desde misturas, latas, cachimbos e chás. Até que tive minha primeira overdose, mas consegui escapar pois foi bem fraca.

Já na segunda, vi a morte entrar pela porta e eu consegui pular pela janela. Fui parar no Pronto Socorro e desde aquele dia percebi que estava jogando minha vida para o alto, ou seja, estava cavando minha própria cova.

Fui em grupo aqui em Tatuí mesmo, por acaso, participei de uma reunião e nem sabia onde estava e muito menos como era tudo aquilo. Comecei a falar toda a minha história e a chorar sem saber o porquê do choro, e me retornaram falando de internação, na hora já me passou a negação em minha mente – “Eu não preciso disso, paro quando eu quero, pra que isso?! Não sou nóia”.

Mas Deus envia anjos e enviou uma prima de apenas 14 anos que conseguiu abrir meus olhos.

Na semana seguinte pedi internação, fui para Limeira e lá aprendi a começar a dar valor em mínimas coisas. Por exemplo: um banho de 30 minutos passou para 5 minutos; um pedaço de carne para pé e pescoço de frango; acordar meio-dia para passar a acordar às seis horas. São essas mínimas coisas que já começaram a fazer diferença.

Nessa casa permaneci por 2 meses e 19 dias, e minha mãe resolveu me tirar. Nessa hora que eu digo que nada é por acaso: meu pai viu uma faixa na beira da estrada com o telefone do Centro Terapêutico Viva e apostou no trabalho da equipe.

Comecei o tratamento no dia 6 de fevereiro. No início, sinceramente não dava nada para este trabalho, mais vi que estava enganada, vi que o caminho era esse. Conheci a Dra. Cláudia, psicóloga, que me ajudou muito, e o terapeuta Julio, que me ajudou e ajuda até hoje, mesmo tendo terminado o tratamento há quase três meses.

Todos me ajudaram muito, com muito amor e carinho, mas quem mais me ajudou foi o Julio. Esse cara é muito especial pra mim, pois tenho em mente que foi Deus que o enviou para me ajudar e hoje o tenho não só como amigo, mas também como um pai. Tudo agradeço a Deus e a ele.

Hoje posso dizer que sou uma nova pessoa. O “Viva” foi algo que ficará marcado por toda a minha existência aqui na Terra, pois foi ali que aprendi a viver e a dar valor para as coisas simples da vida.

“Entre 1000 pessoas em recuperação, apenas uma conseguirá se manter limpa. E eu quero ser essa uma”. No começo é muito difícil, mais se você tiver alguém do seu lado te apoiando e pessoas preparadas, você conseguirá vitória.

Quero agradecer a Deus por estar “limpa” há 8 meses, minha mãe “M” que me dá a maior força, ao meu anjo chamado “J”, minha prima e ao meu noivo. Obrigado Centro Terapêutico Viva.

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