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Atividades físicas no tratamento da dependência química
Quando falamos em atividade física para dependentes químicos ou pacientes com algum tipo de comorbidade, é fundamental dizer que, diariamente, todos os exercícios são feitos com objetivo de trabalhar o paciente como um ser global, enfatizando que a atividade física, para eles, não é só praticar exercícios regularmente, mas sim um fator de proteção e sobrevivência na vida após internação.
Os pacientes aprendem sobre aspectos fisiológicos, melhoram sua postura e, principalmente, começam a reorganizar sua própria leitura corporal. Desta forma, é possível modular sua autoestima, que na maioria dos casos está prejudicada em função de vários fatores ligados a dependência química e a doenças comportamentais.
Todas as atividades realizadas são fundamentadas nas alterações hormonais que acontecem por meio dos estímulos corporais produzidos durante as aulas.
Dinâmica: os exercícios de resistência têm como função melhorar força muscular, fortalecer as articulações e produzir hormônios como a testosterona para os homens e Gh para as mulheres. Hormônios esses que estabilizam as reações químicas ligadas aos tecidos e estruturas musculares internas, fibras, tendões e ligamentos.
Ou seja, a adaptação periférica do corpo pelos segmentos musculares e os exercícios aeróbicos melhoram as adaptações específicas cardiorespiratórias (coração e pulmão).
O metabolismo funciona constantemente após os exercícios. Os hormônios mais conhecidos são a dopamina e a serotonina, que estão interligados na área de prazer do cérebro, desta forma, sendo estimulados, trazendo a sensação para os pacientes de bem estar que muitas vezes foi alcançada apenas com o uso abusivo de drogas.
Assim os pacientes entendem que podem alcançar esse prazer com atividade física regularmente. Para melhor entendimento dos pacientes é feito uma aula teórica (informativa), uma vez por semana.
Fonte: Educadores Físicos Daniel Betonini e Felipe Simon das unidades de Embu das Artes e Vargem Grande.
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