A internação contra a vontade da paciente na maioria dos casos é a ultima alternativa vista pela família, sempre uma decisão difícil e contraditória. Entretanto, esta intervenção se faz necessária para a recuperação.
A dependência química é uma doença crônica e com fatores biológicos, psicológicos e sociais que pode atingir estágios no qual a pessoa dependente se torna tão submissa ao consumo que sua capacidade psíquica é afetada temporariamente. Afirmam profissionais especialistas da área. Devido ao abuso de substâncias químicas a pessoa não consegue escolher entre o consumo e a abstinência.
Conseqüentemente, a dependência se sobrepõe a todas outras coisas essenciais em sua vida como: estudo, carreira profissional, e, até mesmo o convívio com sua família. Em casos como este, torna se necessária uma intervenção da família que é responsável pela decisão da internação involuntária, sendo a solução para casos compulsivos em que a pessoa corre sérios riscos ou coloca em perigo a vida de seus familiares.
Na primeira etapa do tratamento, a abordagem é concentrada no tratamento psíquico e no processo de convencimento da paciente sobre a sua doença, para em seguida ela estar apta a participar do processo terapêutico. O período do tratamento completo pode variar de 90 a 120 dias em regime de internação continuada, de acordo com a avaliação da equipe responsável.
Comorbidades são patologias relacionadas que podem ser pré-existentes ou desenvolvidas através da dependência química, em geral são problemas psíquicos ou clínicos como: depressão, bipolaridade, manias, fobias, transtornos alimentares, hiperatividade, entre outros.
Muitos dos casos de insucesso nos tratamentos estão ligados ao não tratamento dessas patologias, principalmente quando não há acompanhamento médico e terapêutico adequado. Por esse motivo, médicos e psiquiatras da CT Viva realizam o diagnóstico de possíveis comorbidades para que possa ser feito o devido acompanhamento e tratamento.