Vários são os fatores que influenciam para a intensidade dos efeitos do álcool. Tanto a quantidade e freqüência com que se bebe quanto as características pessoais de quem consome a bebida são determinantes para atingir maior ou menor grau em cada pessoa.
Para saber as conseqüências do consumo das bebidas alcoólicas para a saúde é importante conhecer a quantidade de álcool puro que cada uma contém.
Denomina-se "unidade de álcool" o equivalente a cerca de 10 a 12g de álcool puro. A concentração de álcool varia de bebida para bebida, como nos exemplos a seguir:
- 1 lata de cerveja (350ml) - 1,5 unidades de álcool
- 1 dose de destilado (pinga, whisky, vodca) (50 ml) - 2,5 unidades de álcool
- 1 copo de chope ou cerveja (200g) - 1 unidade de álcool
- 1 copo de vinho (90 ml) - 1 unidade de álcool
A quantidade de bebida que implica em riscos para a saúde é diferente para os homens e as mulheres (estas, pela sua proporção de gordura corpórea, atingem maiores concentrações de álcool no sangue) e também varia em função do peso corporal (quanto maior for este peso, maior a tolerância para a bebida).
Levando-se em conta pessoas com peso médio, correrão menos riscos mulheres que ingerirem até 14 unidades de álcool por semana e homens que ingerirem até 21 unidades neste período.
Tal padrão de consumo, entretanto, é aceitável para pessoas que distribuem estas unidades de álcool ao longo da semana. A ingestão da cota semanal em um único dia pode trazer problemas tanto físicos como psicológicos.
O consumo de 10 latinhas de cerveja (15 unidades de álcool) ou de um garrafão de vinho (cerca de 51 unidades de álcool) em uma mesma ocasião, certamente ultrapassa os limites de risco tanto para homens como para mulheres.
As consequências aparecem primeiro como euforia, desinibição e loquacidade, cedendo gradativamente lugar aos efeitos depressores como a falta de coordenação motora, perda do senso crítico, descontrole e sono, podendo, com o exagero do consumo, provocar até mesmo o estado de coma.
O uso crônico do álcool (todos os dias ou todas as semanas, quantidades elevadas) leva a um maior risco de transtornos, entre os quais destacam-se a gastrite, o aumento da pressão arterial, a pancreatite, a miocardite, a hepatite e a cirrose alcoólica, além de distúrbios neurológicos graves, alterações da memória e lesões do sistema nervoso central.
Finalmente, convém destacar a ocorrência de inúmeros acidentes (com veículos e máquinas), quedas, atropelamentos, afogamentos, atos de agressividade e conflitos, associados ao consumo abusivo de álcool.
Não é fácil identificar a diferença entre dependentes da bebida (alcoólatra) e aquela que bebe em excesso ou aquela que apresenta problemas relacionados com o seu consumo, sem se configurar como um caso de dependência.
A bebida alcoólica é extremamente inadequada como calmante, ou como saída para enfrentar problemas, pois embora produza um efeito mais imediato de euforia, esta é seguida de depressão do sistema nervoso, deixando o indivíduo mais desconfortável e ansioso.
Além disso, o uso abusivo de álcool muitas vezes é causador de acidentes, intoxicações, nervosismo, e outros problemas físicos, psicológicos e sociais.
Existem sinais que demonstram quando, além de estabelecer uma relação arriscada com a bebida, a pessoa está evoluindo para a dependência. Eis alguns deles:
1. Aumento da quantidade de bebida e da freqüência do beber (vários dias por semana, mais de uma vez por dia);
2. Dificuldade de controlar o consumo da bebida, compulsão por beber e dificuldade de estabelecer limites de término do consumo;
3. Abandono de outros interesses ou prazeres em favor do uso da bebida;
4. Aumento da tolerância ao álcool (aumento da dose de bebida para obter o mesmo efeito);
5. Persistência no uso do álcool a despeito da evidência clara das conseqüências nocivas deste hábito;
6. Apresentação da síndrome de abstinência (cujos sintomas mais comuns são ansiedade, insônia, irritabilidade, tremores, náusea, vômitos, cefaléia, pesadelos, alucinações) Estes fenômenos representam sinais da síndrome de abstinência quando são aliviados com a bebida.
Quando a pessoa apresenta três ou mais desses sintomas, está configurada a dependência ou o alcoolismo.
A quantidade de bebida que implica em riscos para a saúde é diferente para os homens e as mulheres (estas, pela sua proporção de gordura corpórea, atingem maiores concentrações de álcool no sangue) e também varia em função do peso corporal (quanto maior for este peso, maior a tolerância para a bebida).
Considerando pessoas com peso médio, correrão menos riscos mulheres que ingerirem até 14 unidades de álcool por semana (cada unidade tem de 10 a 12 gramas de álcool) e homens que ingerirem até 21 unidades neste período.
Este padrão de consumo, no entanto, é aceitável para pessoas que distribuem estas unidades de álcool ao longo da semana. A ingestão da cota semanal em um único dia pode trazer problemas tanto físicos como psicológicos.
O consumo de 10 latinhas de cerveja (15 unidades de álcool) ou de um garrafão de vinho (cerca de 51 unidades de álcool) em uma mesma ocasião, certamente ultrapassa os limites de risco tanto para homens como para mulheres.