Perguntas e Respostas
 

É extremamente necessário que a usuária de drogas que tenta engravidar pare de usá-las imediatamente. Assim como riscos à sua saúde, as substâncias podem levar complicações para a criança, mesmo que ainda não saiba que esteja grávida, uma vez que em geral a confirmação da gravidez se dá após a quarta ou quinta semana de gestação. Estas semanas são fundamentais para o desenvolvimento do feto.

Estudos científicos mostram que fatores como baixo peso da criança, propensão a ter problemas neurológicos e psíquicos e possibilidade de complicações cardíacas e intestinais estão entre os principais problemas causados à criança pelo uso de drogas durante a gestação.

O consumo aumenta a possibilidade de aborto e, em alguns casos, pode provocar a síndrome alcoólica fetal, manifestada por deformidades nos membros superiores e inferiores, deformidades na face, no cérebro. Pode ser manifestada durante a infância, como deficiência mental.

O ideal é que a gestante não tome bebidas alcoólicas. Mas se beber deve ser com moderação e desde que esteja alimentada. Isso porque na gravidez a tolerância ao álcool diminui, o que quer dizer que é necessário uma quantidade menor de bebida para deixar uma mulher embriagada durante a gravidez do que se não estivesse grávida.

A primeira e grave conseqüência para o bebê é que ele sofrerá os mesmos efeitos que a gestante sofre ao consumir drogas. O uso de cocaína ou crack pode provocar complicações cardíacas, além de dores, tremores, sensibilidade à luz. Há a possibilidade de tornar a criança agitada e irritada.

Estudos sobre o uso de maconha por mulheres grávidas não são totalmente conclusivos, mas sugerem que o seu consumo provoca dificuldades de desenvolvimento fetal, estimula o parto prematuro e causa o nascimento de bebês com menor peso. Além disso, há evidências de que a exposição do feto à maconha aumente a possibilidade de má formação, bem como distúrbios de comportamento e desenvolvimento durante os primeiros meses depois do nascimento.

Em relação a medicamentos, que também são drogas, só devem ser utilizados com prescrição médica. Inibidores de apetite, tranqüilizantes e ansiolíticos são completamente contra-indicados. Vale lembrar que o consumo de drogas afeta a mulher do ponto de vista psicológico e social, o que pode prejudicar o equilíbrio emocional e físico de que ela necessita na gravidez e na amamentação.

A nicotina leva à diminuição do volume dos vasos sangüíneos, o que afeta diretamente o cordão umbilical, por onde passa toda a alimentação do bebê. Se as artérias e a veia do cordão tiverem seu calibre diminuído, há menos sangue, menos oxigênio e menos alimento para o bebê. Isto aumenta a incidência de abortos e provoca o nascimento de bebês com baixo peso e com problemas cardíacos.

As mulheres fumantes têm, na maioria dos casos, filhos com baixo peso e maiores riscos de contrações, abortos e partos prematuros. Médicos recomendam que o cigarro seja definitivamente cortado das gestantes até o quarto mês de gestação.

A quantidade de bebida que implica em riscos para a saúde é diferente para os homens e as mulheres (estas, pela sua proporção de gordura corpórea, atingem maiores concentrações de álcool no sangue) e também varia em função do peso corporal (quanto maior for este peso, maior a tolerância para a bebida).

Considerando pessoas com peso médio, correrão menos riscos mulheres que ingerirem até 14 unidades de álcool por semana (cada unidade tem de 10 a 12 gramas de álcool) e homens que ingerirem até 21 unidades neste período.

Este padrão de consumo, no entanto, é aceitável para pessoas que distribuem estas unidades de álcool ao longo da semana. A ingestão da cota semanal em um único dia pode trazer problemas tanto físicos como psicológicos.

O consumo de 10 latinhas de cerveja (15 unidades de álcool) ou de um garrafão de vinho (cerca de 51 unidades de álcool) em uma mesma ocasião, certamente ultrapassa os limites de risco tanto para homens como para mulheres.

 
 
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